sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Alguma Literatura

Ouvir Estrelas 
(Olavo Bilac)

Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.



segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Música do dia

Essa é uma das músicas que eu mais gosto, também amo a banda. Como uma das muitas fãs, não gostei da carreira solo do gato do Brandos Flowers.




"He doesn't look a thing like Jesus
But he talks like a gentlemen
Like you imagined when you were young
When you were young"



Porque eu hoje eu tô meio 'Killers'.
Enjoy!



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Alguns Escritos

Desde criança eu aprendi que perdoar é esquecer. Muitas vezes, quando eu fazia (e faço) coisas erradas, que necessitam de perdão eu digo isso, perdoar significa esquecer. Até aí tudo bem, quando a coisa é de um lado. Na real aprendi também que perdão é como se fosse uma 'corrente', pois você fica acorrentado a outra pessoa pelo rancor, mágoa e tudo mais que sente por conta daquilo que sofreu, até decidir perdoar, porque para mim é questão de decisão, e então esquece, porque perdoar é esquecer.
Entretanto quando a coisa é contrária complica, quando você foi magoado, você foi ferido, você é quem sofre, perdoar não é tão simples. Pode ser que você queira MUITO, de todo coração, com toda vontade do mundo perdoar a pessoa que te fez algo, mas é difícil esquecer, apagar quilo que passou é 'semi-impossível'. Admiro aqueles casos onde pais perdoam os assassinos de seus filhos e coisa e tal, mas para mim não parece normal.
Já precisei pedir perdão muitas vezes na vida, e precisarei pro resto dela, porque sou humana, portanto absolutamente falha. Mas quando falham comigo, eu perdoo, contudo quase nunca esqueço. Por mais esforço que eu faça, por mais empenhada que eu esteja nisso, volta e meia fecho os olhos e lembro cada palavra.
E não é por não ter perdoado, porque até restabeleci a relação anterior, voltou a ser aquilo quer era, porém parece que meu sub consciente me prega pequenas peças, do nada, toca uma música, uma fala aleatória que me lembra aquelas coisas que tanto me fizeram sofrer.
Jamais comento ou trago a tona o assunto novamente com a pessoa que perdoei, mas aquilo fica... e não faz bem.Como é irônico o comportamento humano, sofremos se não perdoamos, porque mantemos fresco em nossa mente aquela dor, e sofremos também quando decidimos perdoar, quando queremos que isso seja apagado, volta e meia as lembranças voltam, e trazem aquela sensação amarga novamente; dá vontade de chorar, mas não sei se é valido, afinal para a outra pessoas aquilo foi bem resolvido e a mesma acredita que não há mais problema.
E assim ficamos, tentando apagar mágoas passadas, ou fingindo que elas não existem mais, mesmo quando nos assombram até em pesadelos. Limitações do ser humano são incríveis não é mesmo? Isso me lembra aquele filme 'Brilho eterno de uma mente sem lembranças', poderia ser a melhor coisa do mundo se pudéssemos apagar apenas as coisas que nos fazem sofrer, e manter as lembranças boas, afinal, numa relação geralmente há mais coisas boas do que sofríveis.

Bru(:

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Destruindo clássicos da minha infância

Eu tenho receio de ver filmes que tem como sua proposta ser releitura de clássicos. Tenho medo de que estraguem uma coisa legal. Tenho curiosidade de ir ao cinema e ver como de fato ficou, mas não, prefiro não fazê-lo, vai que ficou ruim... É sempre assim, eu é que sei o quanto resisti para não assistir a Fantástica fábrica de chocolate! Mas acabei assistindo.
Eu leio as críticas, as vezes até vejo o trailer, mas nunca nada além disso. Pode parecer bobagem para muiiiita gente, mas para mim não.
Parece que destroem uma idéia brilhante, parece que estragam aquilo que foi legal da minha infância.



Não adianta me dizer que a versão de 2005 do Tim Burton ficou mais fiel ao livro, e que o Willy Wonka dele era mais bizarro e assustador do que o da versão antiga, que o Depp representou com exatidão e blá blá blá. Eu ainda prefiro aquele filme de 1971, que passava na Globo, e depois, passava no SBT no mínimo uma vez por ano!
Eu estou falando sobre isso hoje porque ontem a noite eu e o namoradón assistimos a Alice no país das Maravilhas, do Tim Burton. Tudo ia mais ou menos bem, alguns detalhes que eu até estava suportando, eis que então o chapeleiro maluco (Depp) faz o 'passo maluco'. Minha reação quase que instantânea foi gritar NÃÃÃÃÃÃÃO (a lá filme de terror).
O filme teria sido bom se não tivesse aquele detalheziiiinho. Ah, a versão da Disney, para mim ainda é superior.

Isso tudo acontece porque eu via esses filmes na infância, e para mim eles são incomparáveis, insubstituíves, entende? É a mesma coisa que tentarem fazer virar filme os 'ursinhos carinhosos', ou 'cavalode fogo', ah sei lá, não ia ficar bom né. Alguém também já teve os seus clássicos de infância destruídos por alguma tentativa de releitura? Comenta aí!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Para inspirar

Cada vez que assisto à alguma premiação que tenha todo aquele ritual de 'tapete vermelho' presto atenção nos comentários feitos sobre as roupas, cabelos e maquiagem das celebs. Confesso que concordo com algumas coisas, acho que tem gente que não tem noção, por exemplo a Lady Gaga no VMA e seu vestido de carne (eca! - ok, eu gosto de carne, mas no meu prato. Quanta gente morre diariamente por não ter nem um pedacinho daquilo que ela usou como roupa, e sapato, e provavelmente depois descartou!), enfim, deixando meus princípios de lado, eu vim falar de uma atriz que sempre me chama atenção, e pelo fato de estar SEMPRE deslumbrante, a Anne Hathaway.
Eu gosto dela, nunca vi ela errando, nem no cabelo, nem na make, muiiito menos no modelito. Para ser sincera, só vejo os críticos (de moda) rendendo elogios à moça. Também gosto dela como atriz, achei ela incrível em 'O diabo veste Prada'.
Peguei algumas fotos de sites de celebs para ilustrar a minha tese de que a Anne (viu, já estou íntima - haha), não comete erros. Pelo menos não em dia de tapete vermelho!





Destaque para o vestido azul e para o sorriso sempre impecável dela.
Palmas para a Anne!
Que sirva portanto, de insipiração para outras celebridades!

Beijo,
Bru(: