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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

E agora José?

Falta menos de uma semana para o vestibular do digníssimo, e apesar de ter estudado pra burro, encontra-se desmotivado por conta da redação. E agora eu te pergunto caro leitorinho, como faz pra ensinar alguém que não possui o habito de escrever, a fazê-lo as pressas e na cara do vestibular?
Me responde se tu sabe, porque eu estou num leve desespero. Parece que cada vez que eu tento emocinoadamente ajudá-lo, eu só pioro tudo.
Penso que ele acredita que eu nasci escrevendo. Eu não nasci escrevendo. Eu escrevo mal, e aí estão essas linhas recém produzidas que provam isso.
Acho que a diferença é que não preciso provar (novamente) para a UFRGS que eu sei fazer dissertação. Mas eu quero ajudar pô, mesmo que ele pense que eu estou só criticando.
Bom, eu sei da capacidade dele e do brilhantismo argumentativo dele (ah, eu sei!), o problema é que ele não acredita nas coisas que eu digo. Parece que minha opinião só é valida quando é crítica. Nesse caso ele quase entra em depressão porque eu não gostei, ou melhor, porque eu acho que ele desviou do assunto. 
Me diz aí, pelamordedeus, como faço????
Querido, se por ventura, tu ler isso, acredita no teu potencial, e esquece avaliações "simulativas" da UFRGS, relaxa, que tu sabe que vai dar tudo certo. Eu acredito em ti, eu tô torcendo por ti.


sábado, 1 de janeiro de 2011

Retrospectiva 2010

Eu não estou falando do programa que dá em todos os canais da televisão, como o da rede globo, com mais tradição. Eu tô falando da minha retrospectiva. 
Passei no vestibular pra UFRGS neste ano, e isso mudou toda a minha vida, sem exageros. Eu saí da casa dos meus pais, da vidinha confortável e segura que eu tinha pra encarar o mundo de frente. Sem exageros, mesmo. De menina quieta eu quis me transformar em mulher maravilha. Pseudo-casei; e palmas para o digníssimo que luta com um leão por dia, que largou a vida dele pra viver um sonho que é meu (nosso, não quero ser injusta, apenas grata.).
De moça gastadeira/ consumista, eu passei a dona de casa, universitária, quase-falida, que pensa muito antes de comprar algo, acorda cedo, dorme tarde. Aprendi que meu sono é insignificante se comparado as minhas atividades.
Percebi que posso julgar um  livro pela capa, mas isso não vai fazer diferença, eu vou ter que ler ele igualmente se for leitura orbigatória (aí está o querido "Os Sertões", para comprovar tudo o que eu disse).  
Ganhei uma família de amigos, pessoas que estão lá todos os dias, e me mantém acordada, feliz, alimentada, amada, e tudo mais, e estes são apenas pequenos exemplos de como eles são importantes na minha vida.
Entendi que alguns sentimentos são maiores e mais intensos que palavras, e por isso não consigo exprimí-los com a devida magnitude.
Foi um ano difícil, numa cidade que não conheço, mas valeu cada segundo, cada risada, cada conselho, desabafo, abraço, lágrima, sorriso. Provei que escrever pode aliviar dores emocionais, e falar com uma gata que não compreende também. Aprendi que sou mais capaz do que eu imaginava, mais capaz até do que as outras pessoas imaginavam.
Me superei, diariamente. Quebrei preconceitos, conceitos. Aprendi a gostar de poesia. Um ano onde aprendi, acima de tudo.
Conheci a Ellen com um sorriso, e isso desencadeou uma série de outras coisas que fizeram meu ano ser inacreditável. Percebi que a mãe da gente faz mais falta do que o imaginado, não por ela fazer coisas pra gente, mas por ela estar lá; descobri na minha mãe uma companheira incrível.
Se houvesse necessidade de definir este ano em uma palavra eu faria-o escrevendo bem grande: GENTE!
Sim, porque foi feito de gente que me ajudou o tempo todo, seja na mudança para o meu apartamento ou simplesmente lendo todas as baboseiras que eu escrevo aqui.
Espero que o 2011 seja ainda melhor, mais intenso, pois de que vale passar pela vida sem ter sentido nada? 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Mimimimi...

Eu passo tanto tempo cuidando de tudo ao meu redor que as vezes me canso. 
Não, expliquei mal, eu não canso de cuidar das pessoas ao meu redor, até porque eu amo isso. Eu acho que estou esgotada física e psicologicamente.
As vezes penso que gostaria de que alguém me pegasse no colo e tomasse conta de mim. Mas a questão é: como alguém vai cuidar de mim, se a pessoa que poderia fazer isso é cuidada por mim?
Ficou confuso, mas ah... tem horas que é necessário falar.
Tenho uma gata que parece que quanto mais cansada eu estou, mais hiperativa ela está. Parece que a essa altura do campeonato nada se encaixa.
Tem horas que eu só queria ir pro Vale, sentar com a Laurinha e com a Rafa e vegetar quase infinitamente...
Fiquei tão enlouquecida com as minhas disciplina que acabei deixando o Inglês como segundo, terceiro ou até quarto plano. Moral da história: estou de recuperação em Inglês. 
Que saco. Detesto professores mal planejados. Eles decidem tudo em cima da hora, e não possuem um plano de ensino, um plano de avaliação, um plano de nada!
E tem mais o final de ano, aquela gente toda atrapalhando tudo na rua. Lotando ônibus, espalhando-se nas calçadas, e atrasando tudo que seria comum. Sem mencionar o medo de assaltos que eu tenho nessa época...

Ai ai... daqui a pouco acaba... eu espero.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Alguns Escritos

Desde criança eu aprendi que perdoar é esquecer. Muitas vezes, quando eu fazia (e faço) coisas erradas, que necessitam de perdão eu digo isso, perdoar significa esquecer. Até aí tudo bem, quando a coisa é de um lado. Na real aprendi também que perdão é como se fosse uma 'corrente', pois você fica acorrentado a outra pessoa pelo rancor, mágoa e tudo mais que sente por conta daquilo que sofreu, até decidir perdoar, porque para mim é questão de decisão, e então esquece, porque perdoar é esquecer.
Entretanto quando a coisa é contrária complica, quando você foi magoado, você foi ferido, você é quem sofre, perdoar não é tão simples. Pode ser que você queira MUITO, de todo coração, com toda vontade do mundo perdoar a pessoa que te fez algo, mas é difícil esquecer, apagar quilo que passou é 'semi-impossível'. Admiro aqueles casos onde pais perdoam os assassinos de seus filhos e coisa e tal, mas para mim não parece normal.
Já precisei pedir perdão muitas vezes na vida, e precisarei pro resto dela, porque sou humana, portanto absolutamente falha. Mas quando falham comigo, eu perdoo, contudo quase nunca esqueço. Por mais esforço que eu faça, por mais empenhada que eu esteja nisso, volta e meia fecho os olhos e lembro cada palavra.
E não é por não ter perdoado, porque até restabeleci a relação anterior, voltou a ser aquilo quer era, porém parece que meu sub consciente me prega pequenas peças, do nada, toca uma música, uma fala aleatória que me lembra aquelas coisas que tanto me fizeram sofrer.
Jamais comento ou trago a tona o assunto novamente com a pessoa que perdoei, mas aquilo fica... e não faz bem.Como é irônico o comportamento humano, sofremos se não perdoamos, porque mantemos fresco em nossa mente aquela dor, e sofremos também quando decidimos perdoar, quando queremos que isso seja apagado, volta e meia as lembranças voltam, e trazem aquela sensação amarga novamente; dá vontade de chorar, mas não sei se é valido, afinal para a outra pessoas aquilo foi bem resolvido e a mesma acredita que não há mais problema.
E assim ficamos, tentando apagar mágoas passadas, ou fingindo que elas não existem mais, mesmo quando nos assombram até em pesadelos. Limitações do ser humano são incríveis não é mesmo? Isso me lembra aquele filme 'Brilho eterno de uma mente sem lembranças', poderia ser a melhor coisa do mundo se pudéssemos apagar apenas as coisas que nos fazem sofrer, e manter as lembranças boas, afinal, numa relação geralmente há mais coisas boas do que sofríveis.

Bru(: