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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Pressa do dia a dia

Dias atrás eu estava no ônibus (passo bastante tempo em ônibus.), quando o casal que estava sentado no banco em frente ao meu terminava seu relacionamento. No ônibus! Então aconteceu todo aquele clichê de final de relacionamento, mesmo que no ônibus: ela chora, ele tenta consolar, ela afasta, ele pede desculpa, ela diz que tá tudo bem mesmo que prossiga a choradeira, eles meio que se abraçam, ele diz coisas bonitinhas, e fica algo entre o terno tudo certo e a gritante mágoa.
Não há problema, senhoras e senhores, em findar relacionamentos. Se não te faz feliz, é algo necessário. O problema está em fazer isso no ônibus! A vida anda tão corrida a ponto das pessoas não conseguirem parar suas rotinas para acabar seus relacionamentos a ponto de acharem que é normal, comum e até aceitável fazer isso em um ônibus? Ou será que todo mundo tem vivido em suas respectivas "bolhas" que ninguém repara mais nas coisas que acontecem ao seu redor? Eu reparo.
Continuo só perguntas.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Por mais exemplos grátis

Nesta segunda-feira, nojenta, úmida, chuvosa, chatinha, de retomada de semestre eu me deparei com algo que me fez voltar para casa pensando, e motivou-me a esta hora fazer este post.
Fim do meu dia, eu aguardava um tanto impaciente, para que o ônibus que pego chegasse logo, eu só queria estar em casa no fim deste dia. Foi quando eu a vi, o semblante tão cansado quanto imaginei que o meu estivesse, não a vi por mais de cinco minutos, mas eu soube depois de três atitudes dela que sim, ela era uma boa moça, uma pessoa de bem.
Na frente da guria cujas atitudes narrarei, andava uma mulher que terminava seu pacotinho de pipocas, vendo o fim do mesmo largou o tal pacote no chão. A guria juntou a embalagem e jogou na lixeira. Uns instantes depois dessa primeira atitude de civilidade, um ônibus parou para que uma senhora desembarcasse; não era nem o meu, nem o da guria, contudo ela ajudou sem que ninguém solicitasse, uma senhora que com dificuldade descia do coletivo, amparou-a até a calçada com segurança. A velhinha agradeceu a gentileza docemente e seguiu. Mais alguns instantes se passaram e um outro ônibus parou para embarque de alguns passageiros; ao longe um rapaz corria muito para alcançar este ônibus, e então novamente a guria pára diante da porta do motorista e fica alguns segundos conversando com o mesmo, até que o moço que corria chegasse até ela. A guria havia conversado com o morista apenas para dar tempo do moço chegar!
Instantes depois o ônibus dela chegou. Eu não parei de pensar nas atitudes da guria até agora! Eu jamais havia visto ela na vida. Talvez ela também não tenha jamais visto nenhuma das pessoas que ela ajudou, bem provavelmente; mas ela não deixou de fazê-lo.
Fiquei pensando nas minhas palavras X minhas atitudes. O que será que as outras pessoas vêem nas minhas atitudes?
Como é fácil falar em "salvar o planeta", mas quantos de nós nos agachamos em meio a calçada para juntar uma embalagem que deveria estar na lixeira? Como é fácil falar em amor ao próximo e tudo mais, quando a gente não se liga em fazer algo pelo próximo ( ainda mais desconhecido) sem que nos seja solicitado.
Hoje eu retornei ao meu lar com o exemplo dessa guria. Um exemplo lindo, que eu vou tentar seguir, talvez, daqui uns tempos alguém leia em algum outro blog nesse mundo, falando de uma guriazinha, gorduchinha, com um sorriso faceiro estampado na cara, que serviu de exemplo.
Espero que a história que eu acabei de narrar te faça pensar também. Pode parecer meio Coca-Cola clichê, mas eu quero mesmo ver que os bons, as pessoas de bem, são realmente a maioria.