Estava eu novamente em um ônibus, novamente involuntariamente ouvindo a conversa alheia, enquanto duas moças conversavam sobre religião e suas concepções uma dela soltou a bela pérola: #No céu que eu acredito, uma baita fatia de lasanha terá as mesmas calorias de uma folha de alface.
Preciso falar mais alguma coisa??
Renderia umas belas pérolas se dissertasse mais a respeito disso.
De todos os sonetinhos que o Vinicius de Moraes fez, esse é o único que me agrada. Agradar não é exatamente o adjetivo que define porque, de fato, eu gosto dele, sempre gostei, a diferença é que antes eu apreciava-o, agora me identifico.
Soneto da devoção
Essa mulher que se arremessa, fria E lúbrica aos meus braços, e nos seios Me arrebata e me beija e balbucia Versos, votos de amor e nomes feios.
Essa mulher, flor de melancolia Que se ri dos meus pálidos receios A única entre todas a quem dei Os carinhos que nunca a outra daria.
Essa mulher que a cada amor proclama A miséria e a grandeza de quem ama E guarda a marca dos meus dentes nela.
Essa mulher é um mundo! — uma cadela Talvez... — mas na moldura de uma cama Nunca mulher nenhuma foi tão bela!
Preciso de férias para ontem. Não aguento mais ver o dia pela janela e ter que ficar em casa trancada por conta do fim do semestre. Serão apenas mais quinze dias, que parecerão eternos. Enquanto esse momento tão aguardado não chega, eu fico aqui, sonhando com ele, imaginando...
Curiosa, inconstante, gaúcha, aluna de Letras da UFRGS, escorpiana, persuasiva, sonhadora, criativa, incomum, manipuladora, sincera, fiel. Muitas vezes faço das músicas minhas palavras, e dos livros minha base.
Leio por prazer, escrevo por necessidade.