quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Contagem regressiva!

Não, ainda não é para o ano novo (ou também é, sei lá...), eu me refiro as minhas férias!
Na real o nome correto seria recesso... mas azar, me deixa contente o suficiente.












Pensamento positivo gurizada, faltam DOIS míseros dias!
Não vejo a hora de entrar naquele ônibus pra Caxias City, relaxar e curtir...
(as frustrações disso tudo eu conto depois... hahaha)

(:

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

E agora, quem poderá me salvar???

Eu quero férias pra ontem! Não aguento mais compras de natal, bagunça de natal, pensar na prova de inglês, trabalhar, e aguentar namorido estressado.
Parem o mundo porque o que eu quero é descer!





















Só dando risada né...
Calma, falta poooouco!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Música do dia

Porque no dia de hoje, é só o que preciso...



Obriga Deus pelo Foo Fighters!!!

Have a nice day...

(:

domingo, 19 de dezembro de 2010

Feliz Ano Velho - Resenha

E daí desse título totally crazy?
É que este é o título de um livro muito legal que eu decidi comentar. Estávamos mamis e eu passeando por sebos em caxias city, até que eu vi o título em um prateleira, e como a mamis sempre fala muito desse livro mostrei pra ela. Eu nunca tinha lido, mas foi um livro que marcou a vida dela. Na hora ela comprou e disse que era pra eu ler, porque o livro tinha uma sacada genial e mimimimi...
Enfim, eu trouxe o livro, e comecei a lê-lo.

A história começa num fim de ano, dia 14 de dezembro de 1979, para ser mais precisa, com um mergulho mal dado. O cara super se joga de cabeça, num lago, e quebra a quinta vértebra cervical. Esse cara não é ninguém menos que Marcelo Rubens Paiva, o escritor do livro (que é real).
"Subi numa pedra e gritei:
- Aí, Gregor, vou descobrir o tesouro que você escondeu aqui embaixo, seu milionario disfarçado.
Pulei com a pose do Tio patinhas, bati a cabeça no chão e foi aí que ouvi a melodia: biiiiiiin. (...)"
A partir daquele pulo mal dado ele começa a contar a historia dele, tocava guitarra, fazia agronomia, pegava muita mulher, tinha uma banda, e mais mil e cinco coisas. Contudo, as coisas mudaram pra ele, e nem ficar sentado o cara pode no primeiro momento. Todas as mudanças que aconteceram com ele após o seu incidente são muito em detalhadas. O autor mescla lembranças, que contam como era sua vida, com a realidade de como ela está.
Possui um charme atípico, talvez por conta das gírias dos anos 80, talvez por fazer o leitor vivenciar com ele, o Marcelo, todo o drama de um cara que era saudável demais e agora está numa cadeira de rodas. Ele não poupa nada, nem a sonda no pênis.
"Acordei. De um lado um caninho com um líquido amarelo que entrava na minha veia; do outro, um com sangue. Na boca, um acoplado, aqueles aparelhinhos de respiração artificial que já conhecia do 'Fantástico'. Muito eficiente, fechava a boca com a língua, mesmo assim o ar entrava. Tinha uma sanfoninha pendurada que enchia e esvaziava. Assoprava e ela nem se tocava, enchia e esvaziava...
Fiquei curtindo o bicho; como é gostoso respirar sem fazer força, enchia e esvaziava...(...)"
Dramático e chocante. Passei metade do livro esperando ou um final super feliz, ou uma lição de moral; nem um dos dois aparecem. O que fica é uma visão diferente, talvez uma esperança.
Vale a pena ler, e descobrir com o Marcelo essa vida nova, que é apresentada pra ele e para o leitor ao mesmo tempo.


Alguma Literatura 4

Agora me deixem tranqüilo.

Agora se acostumem sem mim.
Eu vou fechar meus olhos.
Quero somente cinco coisas,
cinco raízes preferidas.
Uma é o amor sem fim.
A segunda é ver o Outono.
Não posso ser sem que as folhas
voem e voltem à terra.
A terceira é o grave Inverno,
a chuva que amei, a carícia
do fogo no frio silvestre.
Em quarto lugar o Verão
redondo como um melancia.
A quinta coisa são os teus olhos,
Matilde minha, bem-amada,
não quero dormir sem teus olhos,
não quero ser sem que me olhes:
eu troco a primavera
para que continues me olhando.
Amigos, isso é quanto quero.
É quase nada e quase tudo.
Agora se querem, podem ir.
Vivi tanto que um dia
terão de por força me esquecer,
apagando-me do quadro negro:
meu coração foi interminável.
Porém porque peço silêncio
não creiam que vou morrer:
passa-se comigo o contrário:
sucede que vou viver.
Sucede que sou e que sigo.
Não será, pois lá bem dentro
de mim crescerão cereais,
primeiro os grãos que rompem
a terra para ver a luz,
porém a mãe terra é escura:
e dentro de mim sou escuro:
sou como um poço em cujas águas
a noite deixa suas estrelas
e segue sozinha pelo campo.
Sucede que tanto vivi
que quero viver outro tanto.
Nunca me senti tão sonoro,
nunca tive tantos beijos.
Agora, como sempre, é cedo.
Voa a luz com suas abelhas.
Me deixem só com o dia.
Peço licença para nascer.

(Pablo Neruda)